- Ela
- Paulistana da gema. Geniosa escorpiana. Quando analisaram a minha caligrafia, disseram que a minha letra não encosta na linha porque sonho demais. Aí eu contei que acredito em fidelidade e amor eterno, o que difere de uma relação eterna. Desconfio das leis, acredito que o ser humano é movido a paixões, aprendi sobre a importância de amar alguém que ame alguma coisa. Creio que Deus escreveu o meu destino ,mas, nem por isso espero que milagres aconteçam de braços cruzados, se eu posso, eu faço, se eu não posso, eu questiono o por quê. Quero e sei que os meus filhos crescerão em um mundo livre de intolerância. Então me disseram que eu nem sonho tanto e nem tão alto assim. A letra só não encosta na linha, porque de fato eu nunca gostei de barreiras.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Eu completamente metódica, cheia de listas, horários, conceitos e preconceitos. Ele completamente do avesso, me virando de ponta cabeça e me deixando o que eu nunca fui na vida: leve. A pessoa mais louca e sensata que eu já conheci na vida. Quatro meses que me valeram uma vida, meu segundo aborto de amor. Minha rota de fuga usada contra mim, justo na vez que eu daria tudo pra ficar, mesmo não sabendo. Senti direto na pele, pela primeira vez sem armadura. Respeitei.
Queria falar sobre dedo na ferida, vodka com gelo e saudade, travesseiro molhado. Queria dizer que tô acostumada demais a sofrer e, talvez por isso, reconheço e acolho as dores de todas as minhas tentativas de amor e me assusto com coisas que só fazem bem, sem nem arranhar. Não sei quase nada do amor. Nada além de romances literários, filmes de comédia romântica, desabafo de amigas e umas poucas tentativas extremamente mal sucedidas. Conheço e admiro de nome, mas queria compartilhar minha única certeza: Amor mesmo não dói.
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