domingo, 22 de janeiro de 2012

Meu querido diário

Por anos me questionei sobre essas histórias de amor. E sabe, não muda nada agora. Eu fiquei horas acordado, rolando na cama, e pensando em quais seriam minhas últimas palavras, e não cheguei a nenhuma conclusão, exceto que no final delas haveria um adeus, um abraço quem sabe, um beijo, uma despedida. Depois eu pego o primeiro trêm, não precisa ter um rumo específico, ficarei distante. Um ano, uma década, vou esperar isso sair de mim. O amor, o ódio, a saudade, o inconformismo, o desejo. Vou esperar ansioso, em todas as noites em que a cama continuar fria, que você, e tudo que ainda resta seu aqui dentro, saia de uma vez por todas, dos meus sonhos, dos meus pensamentos, dos meus anseios, de mim.

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